Apesar de Jimmy Palmiotti, e todo o editorial da Marvel, mostrar uma agente negra dando conta de três homens (incluindo um que ela pega pela garganta, como se tivesse super-força), uma vilã negra, que não admite brincadeiras, principalmente com os próprios membros de sua organização (homens negros) que a subestimam, apenas para serem mortos por ela, e um Justiceiro coadjuvante que é impedido de atirar na cabeça de um bandido negro, e sim apenas enforcá-lo... 'Demolidor / Justiceiro: O Gatilho do Diabo' #2, não é ruim, a continuidade retroativa, que segundo Palmiotti, visa "honrar o que foi deixado de melhor no Justiceiro de Garth Ennis", se apoia na premissa que não é nova para os leitores, o Demolidor em rixa com Frank Castle, por conta da postura do mesmo. O problema, além do que foi citado acima, é como a Marvel moderou toda uma violência em personagens urbanos, ainda mais quando temos o Justiceiro punindo as escórias da Cozinha do Inferno, onde vemos o quão o editorial se amedronta perante a violência do personagem ao punir a bandidagem. Algumas páginas, mais precisamente aquelas que deveriam ser o ponto atrativo da edição, são deveras moderadas, obviamente na intenção de proteger essas pobres "vítimas da sociedade" contra a violência de um homem que está ali para aniquilá-las. Receio, que o final dessa minissérie, se encerre com o Justiceiro repensando seus atos, graças ao moralismo de Matt Murdock. Ou, quem sabe o Demolidor entenda que, bandido bom, é bandido morto!
Roteiro: Desperta a curiosidade do leitor.
Arte: Tommaso Bianchi acerta em algumas páginas, mas em outras, sua arte se torna cartunesca.
Equipe criativa: Reforça nas cenas mais sanguinolentas.
Avaliação final: 8.9 (de 10).
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