
Capas variantes, ativismo e tudo que fez com que os leitores perdessem a confiança na Marvel (atraindo uma geração que nem ao menos compra suas publicações), são os fatores que fez com que ela estivesse em baixa durante muitos anos desde que o comunismo se infestou na cultura, com sua semente sendo plantada há muito tempo. Para a esquerda, isso significou uma vitória, porém, o progressismo deixou rachaduras, que se abriram cada vez mais com o tempo, para esse povo, os dias/semanas/meses, passam rápido demais, e a consequência de toda essa politicagem, é apresentada nas baixas vendas das HQs. Stephanie Phillips, que se encarrega de retomar o Demolidor, é feminista assumida, portanto, seu trabalho pode passar despercebido por muitos, considerando as histórias que ela escreveu para editoras independentes, como a minissérie
Devil Within, estrelando um casal de lésbicas, e
Black Sight, o suficiente para que os pseudo-conservadoristas (ou terceira via/centrão, se preferir) ignorem completamente. Algo esperado.
Acontece que, os dois materiais citados acima, são obscuros, comprovando a competência de Phillips ao escrever quadrinhos que tiram os personagens de suas zonas de conforto, e é o que ela faz em 'Demolidor' #1... aqui, Matt Murdock ensina a lei para uma nova geração de alunos, não sendo rigoroso, mesmo sabendo que, seu tempo, como professor, pode ser interrompido por qualquer dispositivo que atrapalhe seus ensinamentos. Como o Homem Sem Medo, ele impõe o medo na Cozinha do Inferno, até esse medo se voltar contra ele, ocasionando em uma queda.
Roteiro: Frenético.
Arte: Lee Garbett retorna com seus traços soturnos.
Equipe criativa: Reforça a qualidade promissora da edição.
Avaliação final: 9.1 (de 10).